A arte e o prazer de blogar
A questão da ética na prática da web 2.0 causa polêmica: a nota do Blue Bus com o Marcelo Taz detonando o Moto-à-Porter sobre os maiores "blogueiros" do mundo que, acabaram se enrolando com a questão do uso de ferramentas hype e que não entregam ROI, consequentemente trazem um baixo número de participação de usuários, o que enfraquece o poder da web 2.0. Através desse post procuramos levantar questões importantes sobre aquilo que é uma boa prática na web 2.0 e o que não é.
"Boa prática para o desenvolvimento de blogs que visem ROI"
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Uma boa sugestão de leitura para quem quer desenvolver blogs de sucesso para empresas é o livro Blog Corporativo de Fábio Cipriani. Compre agora pelo Submarino.
Antes de mais nada, é importante notar que não estamos sozinhos quando fazemos um post em um blog, realmente existe toda uma comunidade que interage e se relaciona por esse meio, a chamada blogosfera e expressam valores que, sendo seguidos, realmente trazem um bom acesso e fazem com que os usuários tenham prazer em postar um comentário no blog daquele autor, facilitando o investimento em ações de comunicação na web 2.0.
Com o objetivo de estreitar relacionamento com seu público e encontrar novas formas de agregar valor à marca e à seus produtos, é importante entender muito mais além do que o lado hype da tecnologia.
Através deste vídeo, percebemos que o maior interesse dos usuários quando pesquisam por assuntos de sua preferência na blogosfera é a participação do autor com um texto criativo, que se utiliza de outras fontes de informação para contribuir com um texto melhor que ressalte a pessoa que está por trás daquela página, ou seja, através da expressão do seu ponto de vista sobre determinado assunto ou seja, seguir a ética da blogosfera representa contribuir de forma relevante e consistente para facilitar a interação dos usuários e o relacionamento com estes, se aproximando cada vez mais de um ROI favorável às ações de comunicação da empresa.
Hype e ética na construção de blogs:
Todo o lado hype dentro da ética da blogosfera, o que inclui a exposição de widgets muito bem elaborados, fotos do FlickR quando o conteúdo não condiz totalmente à fotos, acabam fazendo com que os resultados alcançáveis com as ações na web 2.0 sejam menos proveitosas. E ainda por cima, estes que utilizam o modo hype são julgados como os “maiores bloggueiros”. Ironia de uma tecnologia que traz diversas dificuldades de compreensão.
Nós acreditamos que os dois pontos, tanto o contextual quanto o tecnológico são importantes, porém, relacionamento imposto de forma hype é uma prática um tanto quanto anti-ética, uma vez que o contexto não seja relevante, trocando em miúdos, é uma forma de poluição da blogosfera.
Comentários ou posts em blogs, o que é melhor para um blogueiro?
Bom, vamos lá, se você chegou até aqui, seja pelo Del.icio.us, Digg, ou qualquer outra forma não precisa “perder tempo” para comentar este post mas, nos sentimos muito bem se o recebermos, claro, mas, será que os comentários serão o ponto principal de uma campanha de marketing na web 2.0?
A questão é que para quem está acostumado a fazer posts e realmente aproveitar as maravilhas da web 2.0 conceitualmente como Internet colaborativa, utilizar o material visto em outros blogs como fonte de informação e dar seu parecer acerca daquele assunto, é feito no blog de sua autoria que têm o respectivo tema, o que, com certeza é mais interessante e prazeroso do que apenas comentar.
Sabemos que a participação dos leitores com comentários respondendo aos autores, principalmente sendo uma campanha vendida para uma agência terceirizada ou até mesmo feita internamente é, se não o ponto mais importante para ser analisado como resultado, um dos que os clientes mais se preocuparão, contudo, não deve ser, pois isso estimula a implementação de estratégias baseadas na polêmica, quando não a desapropriação de conteúdos de terceiros.
Segundo o podcast do blog marketing de guerrilha que conta com a participação de Thiago Doria, já convidado para uma coletiva de imprensa para blogueiros, discute que há diferenciação entre eles e os jornalistas de outros veículos da mídia, o que está mudando gradativamente, pois existe o interesse do mercado como um todo por bons blogueiros. Este debate inclui a polêmica dos comentários e opiniões que circundam este post. Vale muito ouvir!



















2 comentários:
Oi Celso,
Mesmo que alguns casos talvez peçam, é dificil normatizar uma ética para a blogosfera. Um manual de redação, talvez. O último que tentou fazer alguma coisa do tipo logo decobriu q teve uma idéia infeliz. Foi bastante criticado
Se o que valoriza o conteúdo de um blog é o aleatório da subjetividade, como se pode um critério para avaliar o certo ou o errado
enfim, acho q viajei.....
inté!
Ezequiel,
Na verdade, a forma de se desenvolver blogs que tragam ROI, depende, e muito da criatividade do blogueiro.
Acreditamos que não existe uma forma certa ou errada de blogar, mas sim, que as pessoas precisam saber que existe um grande potencial por trás do aparente hype que possa parecer, à primeira vista a web 2.0.
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